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Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

[...] – Não é nada – retrucou – É, ao contrário, a melhor de todas! As outras eram só para satisfazer os meus caprichos, e também os do Edgar... para ele ficar contente. E esta é por um pessoa que congrega em si tanto os meus sentimentos pelo Edgar como os que nutro por mim mesma. Não sei como explicar, mas certamente tu e toda a gente têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nós próprios. Para que serviria eu ter sido criada se apenas me resumisse a isto? Os meus grandes desgostos neste mundo foram os desgostos do Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas o meu amor por Heathcliff é como as penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou Heathcliff. Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Na por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria. [...]


Resolvi postar essa passagem do livro "Morro dos Ventos Uivantes - de Emily Brontë pois ela retrata exatamente o sentimento que há entre Catherine e Heathcliff e entre Catherine e Edgar. Um amor conturbado e difícil, que não se concretizará de fato, mas que destruirá a vida de todos os que o cercam. Indico muito esse livro para quem gosta de romance. 

Bju's a Todos

@laaaylinha

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